5 Clássicos do Horror

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Para este Halloween, sugerimos autores clássicos do romance gótico, tais como: Mary Shelley, Bram Stoker, Edgar Allan Poe, Robert Louis Stevenson e ainda Horance Walpole. Cada uma destas obras promete ambientes sombrios, personagens inesquecíveis e momentos aterradores, deixando os leitores sem fôlego.

Frankenstein, de Mary Shelley

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Victor Frankenstein é um jovem estudante de ciências, obcecado em tentar descobrir a origem da vida e como animar matéria inerte. Assim, Frankenstein monta um ser humano a partir de várias partes de corpo roubadas e tenta trazer criação à vida. Porém, este jovem cientista fica horrorizado com o que criou, isolando a criatura que, outrora inocente, deixa-se controlar pela maldade e tenta vingar-se do seu criador.

Mary Shelley cria este monstro com apenas 18 anos, dando a ler ao mundo «um thriller gótico, um romance apaixonado e um conto de advertência sobre os perigos da ciência». Embora possamos ver nesta obra os inícios do terror e mesmo da ficção científica, Shelley levanta questões sobre a natureza da vida e o que significa ser humano.

Drácula, de Bram Stoker

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Drácula é um dos romances mais populares alguma vez escritos, caracterizando-se por ser uma história de suspense e de terror que dá vida ao famoso Conde Drácula. O leitor poderá, então, acompanhar a história deste conde que vive num castelo na Transilvânia e pretende viajar para Londres. Para isso, contrata o advogado Jonathan Harker para o ajudar com os preparativos, mas Harker está longe de imaginar o pesadelo que viverá no castelo de Drácula. Após descobrir que o Conde Drácula se alimenta de sangue dos vivos e cujas paixões diabólicas recaem sobre inocentes, desamparados e belos, reúne os seus amigos e, juntos, tentam travá-lo.

Um dos grandes temas da obra é a existência de «desejos corruptos que continuam a atormentar a condição humana moderna»; porém, Bram Stoker utiliza a personagem do Conde Drácula para refletir também sobre os grandes receios da sociedade londrina da década de 1890, tais como a emigração, o contraste entre a tradição e as novas ideias, o aumento da criminalidade, as doenças sexualmente transmissíveis e ainda a decadência moral.

O Corvo, de Edgar Allan Poe

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Edgar Allan Poe escreve um dos poemas mais conhecidos da literatura norte-americana. Considerado um dos maiores desafios por diversos tradutores, é também um poema maravilhoso sobre um corvo que visita o narrador, que nesse momento se encontra mergulhado em livros, e que emite apenas a palavra «Nevermore».

Sendo anunciada no final de cada estrofe, esta palavra tem um significado diferente de cada vez que Poe a utiliza. Assim, escritores como Charles Baudelaire, no caso francês, e Fernando Pessoa e Machado de Assis, no caso português, foram apenas alguns tradutores que tentaram dar um sentido a esta palavra que fosse coerente com a restante tradução dos versos.

O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson

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Dr. Jekyll é um conceituado médico londrino que, ao passar cada vez mais tempo isolado no seu laboratório, preocupa os seus amigos e colegas. Para tentarem perceber o que se passa com o Dr. Jekyll, o advogado Utterson decide investigar este estranho caso quando descobre que o Doutor recebe na sua residência Mr. Hyde, um homem intrigante e bastante violento.

A ação desenrola-se numa Londres do final do século XIX, apresentando ao leitor um clima sombrio e misterioso, pois uma névoa escura que envolve a cidade transforma os seus habitantes em vultos fantasmagóricos. Mais uma vez, os temas abordados por Stevenson revelam os receios da população londrina dessa época: o progresso científico, o contraste económico, o estado caótico dos centros urbanos, a poluição e o grande aumento da criminalidade.

O Castelo de Otranto, de Horance Walpole

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Baseada num manuscrito do século XVI, que contém uma história medieval sobre acontecimentos assustadores, a história desenrola-se num castelo italiano aquando da morte do seu herdeiro, no dia do seu casamento e aniversário, que é esmagado por um capacete de armadura enorme.

Esta poderá ser considerada a primeira novela gótica, devido às suas características associadas a este género literário: um castelo antigo e quase em ruínas, passagens secretas, assombrações, uma jovem inocente ameaçada, revelações inesperadas e muito terror.

Por Catarina Duarte Alves

Licenciada em Línguas, Literaturas e Culturas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Catarina Alves é uma apaixonada por livros e, atualmente, trabalha como livreira numa cadeia nacional.