As melhores leituras sugeridas para este fim-de-semana

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A 27 de janeiro comemora-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Para que esta data não seja esquecida, a Subscrito sugere três livros de leitura (quase) obrigatória para este fim-de-semana: Os dez espelhos de Benjamin Zarco, de Richard Zimler, que escreve uma ode à solidariedade e ao heroísmo; O Diário de Anne Frank, porém sugerimos a edição do diário gráfico da Porto Editora; e, por fim, A Rapariga que Roubava Livros, um dos grandes sucessos de Markus Zusak que comoveu leitores por todo o mundo.

Em baixo, deixamos um pequeno resumo de cada livro.

«Os dez espelhos de Benjamin Zarco», de Richard Zimler

Os dez espelhos de Benjamin Zarco, de Richard Zimler, é uma obra editada pela Porto Editora.

Benjamin Zarco e o seu primo Shelly foram os únicos da família a sobreviver ao Holocausto. Ambos carregam o fardo de ter sobrevivido: enquanto Benjamin se recusa a falar do passado e procura respostas na cabala, Shelly refugia-se numa hipersexualidade, numa tentativa de calar os fantasmas que insistem em atormentá-lo.

A obra divide-se em seis peças e entrelaça a história de Ewa Armbruster, professora de piano cristã que arrisca a vida para esconder Benni, em 1944, e o testemunho do filho de Benjamin, em 2018, sobre o manuscrito de Berequias Zarco.

Zimler leva o leitor a tentar compreender a razão por que Benjamin e Shelly se salvaram e a natureza do vínculo único que os une, através da sua escrita comovente. Este é um romance sobre aquele amor capaz de ultrapassar barreiras, quer sejam elas temporais quer sejam espaciais.

«O Diário de Anne Frank – Diário Gráfico», de Ari Folman, David Polonsky e Anne Frank

O Diário de Anne Frank – Diário Gráfico, de Ari Folman, David Polonsky e Anne Frank, é uma obra editada pela Porto Editora.

Publicado pela primeira vez em 1947, O Diário de Anne Frank foi escrito entre 12 de junho de 1947 e 01 de agosto de 1944, e dá a conhecer o quotidiano de uma adolescente forçada a esconder-se durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão.

Anne viveu escondida, juntamente com a família e um outro grupo de judeus, num anexo secreto. Em agosto de 1944, todos aqueles que ali estavam foram presos, e em março de 1945 Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, apenas dois meses antes do final da guerra na Europa.

O diário de Anne torna-se num dos livros de não-ficção mais lidos em todo o mundo, sendo um testemunho do terror da Segunda Grande Guerra. A adaptação para banda desenhada foi lançada mundialmente em celebração do 70º aniversário da obra, tendo como base os textos originais do diário.

«A Rapariga que Roubava Livros», de Markus Zusak

A Rapariga que Roubava Livros, de Markus Zusak, é uma obra editada pela Editorial Presença.

A morte é o narrador desta história, que conta a vida de Liesel, uma menina de nove anos, entregue para a adoção. Encontramos Liesel na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, e onde a morte tem um papel muito ativo na recolha de almas. A vida de Liesel muda quando rouba o seu primeiro livro, não sabendo ainda ler. Contudo, a menina tem a ajuda do seu pai e juntos mergulham no mundo dos livros. Ao longo dos anos, Liesel dedica-se a roubar livros e a encontrar-se com a morte.

Markus Zusak escreve uma história humana e poética, atraindo a atenção de todos aqueles que a leem. Este é um romance, não apenas sobre a guerra, mas também sobre o amor pela literatura.