Eis 3 livros grandiosos de Charles Dickens

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Para iniciar esta semana com as melhores leituras, a Subscrito aconselha o escritor inglês Charles Dickens. Muitas são as obras mais conhecidas e estudadas do romancista; contudo, decidimos espreitar as histórias menos faladas do autor. São elas: A Loja de Antiguidades, O Mistério de Edwin Drood e Os Cadernos de Pickwick.

Charles Dickens, o romancista inglês

Créditos: DR

Charles Dickens foi um romancista, nascido em 1812, no Reino Unido. Durante a sua vida, publicou várias obras em que denuncia a vida difícil dos operários na sociedade industrial inglesa. Em Grandes Esperanças e Tempos Difíceis, este tema está bem marcado.

Contudo, o escritor não fica por aqui e, em Oliver Twist, é possível ler sobre a miséria vivida pelas classes sociais mais baixas e a precaridade da infância. Uma das obras mais lidas e procuradas de Dickens nos dias de hoje é sem dúvida Conto de Natal, obra que não deixa nenhum leitor indiferente.

Embora os críticos contemporâneos não considerem que as suas obras integrem a corrente literária realista, é visível na sua vasta obra que o escritor deu um grande contributo para a introdução da crítica social na literatura inglesa de ficção.

«A Loja de Antiguidades»

A Loja de Antiguidades, de Charles Dickens, é uma obra editada pela E-Primatur.

A órfã Nell vive com o eu avô e Londres, numa loja velha de quinquilharias. Kit, o jovem que trabalha na loja do avô, é o único amigo de Nell. Disposto a tudo para garantir um futuro melhor à neta, o avô decide tentar a sua fortuna ao jogo. Porém, perde todo o dinheiro que tinha, incluindo a loja, para o malvado Daniel Quilp, um agiota sádico que se compraz com a miséria alheia. Nell e o avô são então expulsos da loja e uma viagem terrível tem assim início: vivem na rua e ainda são perseguidos por personagens misteriosas que acreditam que o avô tem uma fortuna escondida.

Originalmente publicado em folhetins, o romance é considerado «uma denúncia da avareza e de como os cidadãos honestos estão expostos à maldade humana e vivem desprotegidos numa sociedade que pouco se importa». Graças à obra de Dickens, houve um despertar para a questão dos sem-abrigo na sociedade vitoriana, dando início à criação de políticas de proteção para a população.

«O Mistério de Edwin Drood»

O Mistério de Edwin Drood, de Charles Dickens, é uma obra editada pela Relógio D’Água.

Considerado como o primeiro romance policial por muitos, acompanhamos a história de um criminoso que não confessa a sua culpa e, por isso, não é castigado. No entanto, nunca fica explícito quais os motivos que o levaram a cometer um crime, tal como o leitor nunca chega a ter a certeza absoluta da identidade do criminoso nem tão pouco do crime em questão.

A história desenrola-se em torno de Edwin Drood, um jovem arquiteto que está desaparecido, e mostra como, muitas vezes, o mal vence e não é feita justiça.

«Os Cadernos de Pickwick»

Os Cadernos de Pickwick, de Charles Dickens, é uma obra editada pela Tinta da China.

A obra narra as aventuras dos membros do Clube Pickwick, composto pelo criador do clube, o Sr. Pickwick, e os seus três pupilos: o Sr. Trupman, o Sr. Snodgrass e o Sr. Winkle. O objetivo do clube é levar os seus membros a fazer uma viagem por Inglaterra, de modo a conhecerem descobertas científicas e a analisarem o comportamento humano.

Esta é uma obra repleta de humor, sendo «o livro que Fernando Pessoa lamentava já ter lido, por não poder voltar a lê‑lo pela primeira vez.»