Já vimos a 1ª temporada de “Fate” e gostámos de muitas coisas, mas sentimos falta de outras

Personagens masculinas e femininas que podem ser fadas são o ponto forte de “Fate: The Winx Saga”.

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Reprodução: Netflix

A série “Fate: The Winx Saga” estreou esta sexta-feira, 22 de janeiro, na Netflix. É inspirada no “Clube Winx”, que em Portugal foi transmitida na SIC e no Canal Panda. A primeira temporada é composta por seis episódios e cada um tem a duração de cerca de 50 minutos. Depois de a assistirmos de uma vez só (e isso é bom sinal), podemos dizer que gostámos de muitas coisas, mas sentimos falta de outras a que estávamos habituados na série original.

Em primeiro lugar, destacamos o facto de ser filmada com imagens reais. Podendo ser então classificada com um live action em relação à série animada. As personagens foram escolhidas a dedo, não fosse logo possível associar cada uma delas aos “desenhos animados” que todos vimos na infância ou juventude.

Em segundo lugar, é importante perceber que o objetivo de Brian Young, o criador da produção da Netflix, não se quis colar a factos já definidos no original. Por isso, é um ponto forte para o espetador saber que uma fada pode tanto ser um ator masculino como feminino. Bem como os especialistas, os soldados de Alfea, o reino onde se situa a trama, no “Outro Mundo”.

Outro elogio que não podemos tirar a Young é o enquadramento na atualidade, na qual somos levados para um “Outro Mundo” que não é assim tão diferente do nosso. Alunos a tirarem fotos para o Instagram ou a fazerm stories em festas do curso são um habituée. Ainda assim, conseguimos ser transportados para uma realidade diferente e fugir um pouco à que vivemos. Quase tão intensa e agitada como a que observamos no Mundo de Harry Potter.

Não se cingindo às personagens da série animada, o responsável pela produção da plataforma de streaming resolveu também dar vida a novos rostos. Na eventualidade de poder dar algum spoiler, esta pode ser a altura ideal para parar a leitura deste artigo ou então continuar… É que todos pensámos que iríamos ver a famosa diretora da Alfea, Faragonda, mas a personagem que dá vida à soberana daquela escola é outra: Farah. Bem como outros professores tanto de fadas como de especialistas.

Provavelmente, as personagens de que mais sentimos saudades foram as bruxas Trix. Em “Fate: The Winx Saga”, bruxaria não é um tema muito abordado mas não nos enganemos quanto à falta de vilões. Há muitos e parecem ser ainda mais maquiavélicos do que as três bruxas da série animada.

Ainda não foi aqui mencionado o nome das cinco fadas do Clube Winx, mas é propositado. A verdade é que também também o grupo das cinco amigas não é composto pelos rostos que já conhecemos. Mas sem medos, porque Bloom chega à escola de magia e vai encontrar quatro amigas especiais: Stella, Musa, Terra e Aysha.

Bem, não sei se poderemos chamar de amigas a todas. Uma delas pode ter uma atitude com a colega um pouco… diferente daquela que vimos na animação. O nome não será revelado aqui, mas basta assistir ao primeiro episódio para perceber. Ainda assim, acreditamos que poderão vir a ser grandes amigas na segunda temporada.

Alguém falou em segunda temporada? Bem, não há ainda data de estreia nem previsões para serem iniciadas as gravações, muito por conta da pandemia da COVID-19 que o Mundo atravessa. Certo é que o último episódio da primeira temporada termina daquele “jeito gostoso” em que ficamos ainda mais sedentos por novos episódios. Mas teremos de esperar para saber que aventuras nos reservam as fadas e os especialistas de Alfea.

Por Rúben Henriques

Licenciado em Artes e Humanidades pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Rúben Henriques tem também uma pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Já trabalhou em alguns órgãos de comunicação social e, atualmente, é livreiro numa grande cadeia nacional.