José Saramago. 4 obras para recordar o autor

José Saramago perdeu a vida em junho de 2010, mas nem por isso foi esquecido no meio literário. Esta terça-feira, 16 de novembro, faria 99 anos. Para recordar o seu legado, a Subscrito preparou uma lista com quatro dos seus melhores títulos. Uma escolha difícil, portanto.

De recordar que o autor foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, em 1998, e recebeu o Prémio Camões três anos antes, em 1995. Poeta, romancista e um homem à frente do seu tempo, Saramago foi também jornalista.

Assumiu funções na direção do extinto Diário de Lisboa em 1971, no entanto acabou por se dedicar à literatura, tendo publicado mais de 40 títulos. A Viúva foi o seu primeiro livro, que publicou em 1947.

O Ano da Morte de Ricardo Reis (Porto Editora, 2021)

Uma história que nos leva à Lisboa de 1935, aquando da chegada de Ricardo Reis à capital portuguesa. Em O Ano da Morte de Ricardo Reis, Saramago cria um tempo múltiplo, labiríntico, que desafia o leitor em casa frase.

Memorial do Convento (Porto Editora, 2021)

Memorial do Convento é mais do que um romance histórico. É um autêntico mar de emoções no qual o leitor se vai ver e rever. O amor de Blimunda e Baltasar é conhecido por muitos de nós, que lemos a sua história na escola, já que o título faz parte das obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura. Mas não será demais referir que poderá ser uma ótima sugestão de leitura em qualquer fase da vida.

Ensaio sobre a Cegueira (Porto Editora, 2015)

Mais um romance de José Saramago, mas que começa de forma fatídica. Um homem, que fica cego enquanto está parado no trânsito, vê a sua vida dar uma volta de 180 graus. A particularidade de Ensaio sobre a Cegueira é que as personagens não têm nome e não existe um tempo definido, podendo passar-se em qualquer época.

A Jangada de Pedra (Porto Editora, 2021)

A Jangada de Pedra obriga o leitor a debater-se com questões sobre a vida e o ser humano. A história, com acontecimentos sobrenaturais, consiste na deslocação dos continentes e da aproximação da Península Ibéria à Região Autónoma dos Açores. Uma trama que nos transporta para a importância da nossa existência.

Por Rúben Henriques

Licenciado em Artes e Humanidades pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Rúben Henriques tem também uma pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Já trabalhou em alguns órgãos de comunicação social e, atualmente, é livreiro numa grande cadeia nacional.