Livraria da Travessa: um pouco da cultura brasileira no centro de Lisboa

Publicado em Categorizado como Novidades Etiquetas: , , ,
Créditos: Facebook Livraria da Travessa

Esta quinta-feira fomos até ao Príncipe Real, em Lisboa, visitar a Livraria da Travessa e não poderíamos ter ficado mais encantados. Para além de estarmos rodeados de livros, podemos sentar-nos nas várias cadeiras dispostas ao longo do espaço enquanto folheamos os livros ao som de música Jazz.

Créditos: DR

A Livraria da Travessa nasceu no Brasil em 1986, tendo sido um dos “berços da atividade tipográfica e das primeiras livrarias brasileiras, onde escritores, cronistas e jornalistas encontravam-se, liam seus jornais, tomavam seus cafés e se inspiravam para escrever”. Nas décadas seguintes, especializaram-se no mercado dos livros estrangeiros e de livros de arte, importando livros para outras livrarias do país.

Em 2007, foi lançado o site da livraria, entrando assim no mundo virtual de forma a acompanhar as tendências deste mercado. Doze anos mais tarde, em 2019, é aberta a primeira Livraria da Travessa além-mar: no Príncipe Real, em Lisboa, chega-nos o melhor do mercado literário brasileiro. Nestes 300m2, dá-se destaque não só à literatura brasileira, mas também aos autores portugueses e internacionais, à arte – como fotografia e arquitetura – e às ciências sociais e humanas.

Créditos: DR

Desde o primeiro momento em que pomos pé na Livraria da Travessa, somos invadidos pelo cheiro especial a papel e livros antigos. Deparamo-nos com um conceito de “livraria de bairro”, onde todos são acolhidos com familiaridade e simpatia.

Uma característica que nos chamou à atenção foi o autocolante na montra “Pet Friendly” e a tacinha de água fresca à entrada da livraria. Todos os seus visitantes poderão levar os seus animais de estimação a visitar a livraria, pois serão igualmente bem recebidos.

Nesta visita, a Subscrito adquiriu o livro “A Magia do Manuscrito”, uma coleção de Pedro Corrêa do Lago editada pela Taschen.

Créditos: DR

Nesta coleção estão reunidos documentos manuscritos, que foram editados pelo historiador brasileiro Pedro Corrêa do Lago. Estes documentos autógrafos abrangem quase 900 anos de história, indo desde um pergaminho datado de 1153 assinado por quatro papas medievais até uma assinatura por impressão digital de Stephen Hawking, em 2006. Para uma grande exposição organizada pelo Morgan Library and Museum de Nova York, foram escolhidas 140 peças para virem, pela primeira vez, à luz do dia. Aqui, estão incluídas cartas de Lucrécia Bórgia, Vincent van Gogh e Emily Dickinson, bem como esboços com anotações de Charlie Chaplin e ainda manuscritos de Giacomo Puccini, Jorge Luis Borges e Marcel Proust.

Publicado em
Categorizado como Novidades