“Lolita” e os livros mais controversos de sempre

Estes são os livros mais banidos de sempre por terem sido considerados demasiado controversos. No entanto, são também os romances mais lidos e adorados de sempre.

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“Lolita” de Vladimir Nabokov

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Um professor universitário de literatura de meia-idade torna-se obcecado por Dolores Haze, uma menina de doze anos. Ambos se envolvem sexualmente após Humbert Humbert, pseudónimo do professor, se tornar padrasto de Dolores. Embora “Lolita” se tenha rapidamente tornado num clássico da literatura do século XX, é também considerada uma das obras mais controversas do mundo.

A obra está incluída na lista dos 100 melhores romances em língua inglesa da revista “Time”, publicados entre 1923 e 2005. Adaptado ao cinema em 1962, por Standley Kubrick, e em 1997, por Adrian Lyne, “Lolita” tem desafiado o mundo a falar sobre o tema da sexualidade.

“O Apelo Selvagem” de Jack London

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Jack London conta a história de um cão chamado Buck, o nosso protagonista, que dá por si longe da quinta onde nasceu e cresceu. Agora, Buck tem de enfrentar uma vida dura e perigosa no Alasca, onde é maltratado pelos novos donos. Quando Buck conhece John Thornton, um humano que aprecia a sua inteligência e nobreza, tonam-se amigos leais e devotos um ao outro. Contudo, depois de sofrer tanto às mãos dos humanos e mesmo depois de encontrar um amigo que lhe é fiel, Buck é cada vez mais atraído pelo apelo da floresta.

Publicado há mais de 100 anos, em 1913, este livro é ainda hoje considerado a obra-prima do autor, sendo baseado na vida do próprio Jack London, pois relata as suas ideias sobre a natureza e o instinto de sobrevivência.

“Ulisses” de James Joyce

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A obra é criada em torno de várias referências da “Odisseia” de Homero, com o objetivo de recriar um dia passado em Dublin, a quinta-feira de 16 de junho de 1904. Num único dia, as vidas de várias pessoas cruzam-se para conversarem, tecerem intrigas amorosas, viajar e sonhar. Contudo, a maioria das situações descritas no livro giram em torno de apenas três personagens.

O livro teve duas adaptações ao cinema: em 1967, dirigida por Joseph Strick, com o título “Ulysses”; e outra em 2003 de título “Bloom”, com direção de Sean Walsh.

“O Amante de Lady Chatterley” de H. D. Lawrence

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O romance descreve a vida de Constance, Lady Chatterley, uma jovem mulher, e o marido de classe alta, Sir Clifford Chatterley, que devido a um incidente ficou paralisado. O casal torna-se distante e Lady Chatterley inicia um caso amoroso com o guarda caça, Oliver Mellors.

Um dos grandes temas abordados na obra será então as diferenças entre classes sociais. A sexualidade é outro tema dominante no romance, no sentido em que Constance acredita que não só a sua mente deve estar viva, mas também o seu corpo, pois é o amor só acontece graças ao corpo e não apenas devido à mente.

O livro foi impresso confidencialmente em Florença, em 1928, tendo chegado ao Reino Unido apenas em 1960. Devido às cenas de sexo explícitas, o romance de Lawrence é um dos mais controversos de sempre, e conta com três versões diferentes. A adaptação cinematográfica mais recente é de 2015, sendo um filme da BBC, e conta com Holliday Grainger, Richard Madden e James Norton no elenco principal.

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