Manifestação pela cultura acontece digitalmente dia 30

Devido à impossibilidade de a manifestação se realizar fisicamente, os protestos acontecerão via digital dia 30.

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O protesto para decidir o futuro da cultura acontece online no próximo sábado, 30 de janeiro. Esta foi a alternativa face ao confinamento obrigatório pelo qual estamos a passar devido à pandemia da COVID-19.

A manifestação digital pretende encontrar respostas para os sucessivos cortes que o Governo fez no sector da cultura, em consequência da pandemia do novo coronavírus. “Precisamos de uma resposta que vá para além dos sucessivos estados de emergência e confinamento, e que responda até ao fim de todas as limitações à actividade, provocadas pela pandemia”, escreveram as organizações envolvidas no comunicado a que o “Público” teve acesso.

O comunicado acrescenta que é necessário o “pagamento a 100% de todas as actividades, de todas as áreas profissionais da cultura, que foram canceladas ou adiadas, nomeadamente todas as actividades preparatórias, formativas, de mediação e de contacto com públicos, e não só eventos. O adiamento das actividades não é solução, temos de viver todos os dias e não podemos adiar as contas de cada mês”.

Esta é uma ação conjunta de organizações do sector, que vai da Associação de Artistas Visuais de Portugal (AAVP) ao Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia, passando pelo CENA-STE e pela Performart, entre outras.

Entre algumas das reivindicações dos profissionais do setor está uma “efetiva proteção social” para todos os trabalhadores da cultura que estão a sofrer com os efeitos da pandemia.

O sector da Cultura está parado desde março de 2020, tendo apenas alguns momentos em que espetáculos e outros eventos puderam acontecer. Ainda assim, o sector já teve perdas superiores a 70% em relação a 2019.

Por Rúben Henriques

Licenciado em Artes e Humanidades pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Rúben Henriques tem também uma pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Já trabalhou em alguns órgãos de comunicação social e, atualmente, é livreiro numa grande cadeia nacional.