J. R. R. Tolkien e a sua “Terra Média”. Uma viagem pela vida e obra do autor

Tolkien é o autor das sagas “Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”. Fica a conhecer a vida e obra do autor.

J. R. R. Tolkien é o autor da tão conhecida trilogia épica Senhor dos Anéis. A Subscrito é fã das sagas épicas do autor e quisemos partilhar com os nossos leitores um pouco da sua história enquanto escritor, professor e filólogo.

A vida e a obra

Nascido na atual África do Sul em 1812, J. R. R.Tolkien foi escritor, professor universitário e folólogo britânico. A 28 de março de 1971, Tolkien foi nomeado Comendador da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II.

Aos 3 anos, mudou-se para Inglaterra, terra natal dos seus pais. Participou ativamente na Primeira Guerra Mundial, o que o levou a escrever os primeiros rascunhos do que viria a ser a sua Terra Média – cenários de ação das futuras obras O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Entre 1925 e 1945, foi professor universiário de anglo-saxão na Universidade de Oxford; entre 1945 e 1959, lecionou inglês e literatura inglesa na mesma universidade. No ano de 1954, recebeu o título de Doutor pela Universidade de Liège e Dublin, em Letras e Filologia.

Por duas vezes, Tolkien foi indicado para o Prémio Nobel da Literatura: a primeira vez em 1961, pelo seu amigo C. S. Lewis – autor de As Crónicas de Nárnia -, e a segunda em 1967, pelo sueco Gosta Holm. De nenhuma das vezes ganhou o tão aclamado Prémio. Contudo, as suas obras são, ainda hoje, consideradas obras primas da literatura fantástica, rendendo leitores ao género e, em especial, às aventuras que as personagens das suas obras vivem na Terra Média.

As obras de J. R. R. Tolkien foram traduzidas para mais de 50 línguas, vendendo mais de 150 milhões de cópias em todo o mundo. Em Portugal, os seus livros foram traduzidos e ditados pela Publicações Europa-América. Recentemente, as suas obras têm vindo a ser editadas pela Planeta Editora.

Tolkien, o linguísta

Desde muito cedo que Tolkien adquiriu conhecimentos das línguas clássicas, latim e grego, e do espanhol. O inglês e o anglo-saxão sempre o fascinaram, ao contrário do francês. Para os seus livros, Tolkien criou os seus próprios idiomas com base nas línguas filandesa e galesa: o autor cria então as suas línguas de gramática complexa e vasto vocabulário.

Enumeramos agora as línguas que o autor criou:

  1. Quenya, expressado no poema “Namárië” integrado em O Senhor dos Anéis;
  2. Sindarin, baseado na língua galesa;
  3. Línguas Élficas, mais uma vez integrado na saga épica O Senhor dos Anéis.

Embora já tivesse rascunhos sobre a Terra Médica – local da ação para as trilogias O Hobbit e O Senhor dos Anéis -, foi com base nestas línguas que Tolkien começou a desenvolver o seu mundo. Para o autor, este não era um mero passatempo, seria muito mais do que isso: um estudo filológico.

Para além das línguas faladas, Tolkien criou sistemas de escrita como as Angerthas, ou runas, e as Tengwar.

Agora uma curiosidade: o islandês era a língua favorita do autor. Quando O Hobbit foi traduzido para o islandês, Tolkien achou que esta seria a língua que melhor combinaria com o livro e o seu universo.

Tolkien no cinema

As três adaptações da saga O Senhor dos AnéisA Irmandade do Anel, A Duas Torres e O Regresso do Rei – foram produzidas em simultâneo por Peter Jackson, tendo sido lançados respetivamente em 2001, 2002 e 2003. No total, os filmes foram vencedores de 17 Óscares: quatro respectivos aos primeiro filme, dois ao segundo e 11 ao terceiro.

Em 2012, Peter Jackson lançou o filme O Hobbit: Uma Jornada Inesperada e nos anos consecutivos as duas partes restantes: O Hobbit: A Desolação de Smaug e O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos.